Pedra da Boca (Paraíba) - Diário de Viagem
- Tai Nariati

- 23 de jun. de 2020
- 4 min de leitura
Atualizado: 9 de ago. de 2021
Oi, gente!
Hoje eu vou contar para vocês minha experiência de viagem no Parque Estadual Pedra da Boca, na Paraíba, localizado aproximadamente a 160 km de João Pessoa e a 135 km de Natal.

Essa viagem eu fiz em 2019, e confesso que esse lugar caiu de paraquedas, pois nunca tinha ouvido falar. Procurando um roteiro para fazer enquanto estivesse em João Pessoa, acabei descobrindo que o Parque Estadual Pedra da Boca é um excelente local de passeio para quem gosta de aventuras (como eu). O parque fica localizado na cidade de Araruna e tem esse nome porque uma das muitas pedras rochosas possui um desenho natural, que se assemelha a uma boca.

Chegando lá, me surpreendi logo de cara, porque além de contar com uma paisagem bem seca, o vilarejo é muito pouco povoado e bem afastado de tudo, parece uma Serra. Para quem gosta de simplicidade, vai gostar muito.

Me hospedei na pousada do Júlio, guia local e pessoa responsável pelo maior atrativo da Pedra da Boca: o pêndulo. A pousada do Júlio parece uma casinha mobiliada e não conta com café da manhã, nem serviços de hotel. Mas, apesar da simplicidade, é um lugar aconchegante e com uma vista incrível. Júlio faz parceria com seu Chico, guia mais antigo e nativo da Pedra da Boca, que fornece refeições como almoço e café da manhã. Ambos foram bem receptivos.

No primeiro dia, fiz a subida até a pedra da boca, e olha: que subida! Não é fácil! Fui guiada pelo guia Marciel, filho de seu Chico e superexperiente. A subida é muito escorregadia e, em determinados momentos, é preciso fazer escaladas. Não é para qualquer pessoa.

Chegando ao alto e dentro da Pedra da Boca, pude contar com uma vista incrível de todo o Parque. Lá, fiz o pêndulo, uma espécie de corda de Tarzan, que foi adrenalina pura e a melhor parte da viagem.


Dica: se você tem interesse em fazer o pêndulo, combine antes com o proprietário Júlio, pois não funciona todos os dias. Entre em contato pelo Instagram ou Facebook: @juliocastelliano
Após o pêndulo, fiz a descida na pedra da boca, andando mesmo, mas para quem quer uma aventurina a mais, pode descer também de rapel. Ainda deu para contemplar o pôr do sol na pousada do Júlio, que conta com uma vista panorâmica incrível. Ele colocou uma espécie de balanço a céu aberto, que não deu vontade de sair mais.


À noite, como Pedra da Boca não tem vida noturna, dei um pulinho no município de Araruna, cidadezinha de interior, mas que conta com restaurantes e lanchonetes. No retorno, voltei para a varanda e fiquei contemplando as estrelas, a escuridão e o silêncio de Pedra da Boca, porque é realmente assim que ela é, confesso que deu até um medinho, mas foi muito gratificante conhecer um lugar tão simples e tão lindo ao mesmo tempo.
No dia seguinte, fiz uma trilha pela manhã, mais uma vez com o guia Marciel. Eu não me lembro o nome da trilha que fiz, mas tem várias opções de nível fácil a nível difícil e, é claro, que eu escolhi o nível difícil, que contou com escalada e rastejo (rsrs). O parque é imenso e conta com uma paisagem rica em rochas e espécies de plantas, que me foi apresentado durante o trajeto pelo guia.







Comentários